PROCON MUNICIPAL E CDL GUARAPARI ALERTAM PARA NOVA ONDA DE GOLPE

Além do golpe da lista telefônica, como é conhecido pela polícia, é importante ficar atento ao recebimento de e-mails com boletos em anexo de serviços que não foram solicitados. Esse é aplicado por uma quadrilha a partir de uma ligação feita às empresas com a intenção de extorquir dinheiro. A pessoa liga para a empresa perguntando pelo gerente. Explica, a seguir, que trata-se da empresa responsável pela distribuição de lista telefônica, informando que houve atraso na entrega das mesmas devido a erros cadastrais ou que trata-se de atualização cadastral de forma gratuita. A suposta atendente então solicita do funcionário que ele confirme informações como endereço, telefone, nome fantasia, entre outras. Na maioria dos casos o funcionário da empresa confirma tais informações e ao final recebe uma orientação dos golpistas que um documento será enviado por e-mail, fax ou até WhatsApp, e que ele deverá ser assinado e carimbado, apenas para constar que as informações conferem.

Entretanto, o documento enviado onde deveria constar apenas os dados da empresa trata-se, na verdade, de um contrato entre as partes. Este contrato estabelece, entre outras cláusulas, que o contratante se submete aos critérios de cobrança da contratada (empresa golpista) e que o valor a ser pago será de 12 parcelas de aproximadamente R$ 500,00. Uma clausula do contrato diz que a pessoa que assina declara estar devidamente habilitado a responder pela empresa. Tudo em letras bem minúsculas.

Passados os 7 dias do direito de arrependimento previsto no CDC, começam a extorsão, os criminosos fazem ameaças, dizendo que, se não for pago o valor cobrado, a empresa terá o título protestado e enviado ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e ao Serasa.

Diversas queixas já foram registradas pelas Delegacias do Consumidor de todo o país. Nos registros constam empresas de grande e pequeno portes, consultórios médicos, escritórios de advocacia, entre outras ocorrências registradas diretamente nos juizados especiais, no Ministério Público, no Procon entre outros órgãos de proteção e defesa do consumidor.

A orientação é que as vítimas do golpe não paguem nenhuma prestação do boleto e procurem o PROCON ou a Delegacia do Consumidor.

E as demais fiquem alerta e não dêem nenhuma informação e jamais assinem qualquer tipo de contrato sem antes fazer uma leitura detalhada de todas as cláusulas e buscar informações sobre a empresa que oferece o serviço.

O PROCON de Guarapari recebeu nos últimos dias 2 reclamações a respeito do referido golpe.

Contatos:

PROCON Guarapari: 3261 5513/3361 4929

CDL Guarapari: 99983-5772 / 99983-5131 / 99983-8707